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Do espaço aéreo dominado pelas técnicas circenses, a Cia. Circo Mínimo extraiu conceitos básicos que passaram a ser signos do trabalho: a falibilidade física que exige excelência de execução; a responsabilidade e confiança entre parceiros. Desde sua criação em 1988, a identidade da companhia está profundamente ligada a essas técnicas e esses signos, transformados em sua linguagem cênica, aprofundada e aperfeiçoada de acordo com as exigências do conteúdo dos espetáculos de seu repertório, que dão unidade a trajetória do Circo Mínimo. As questões que permeiam o conjunto do repertório estão intimamente relacionadas: a busca da perfeição e a solidão. Não se trata da busca da perfeição técnica, mas sim de um ideal humano que aproximaria o Homem de sua idéia de Deus, mais ainda, do sentido primeiro de religião (religare), que promove um homem que se sinta inserido e parte de seu meio sem perder sua identidade.
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A Cia. Circo Mínimo faz parte da |
A cada aproximação desse ideal faz ressaltar, no entanto, o mais mundano de cada homem: sua solidão, sua fragilidade, sua dificuldade de comunicação, ainda que sejam esses estados de construção e busca do divino A superação desses limites do humano exige as mesmas premissas básicas da companhia: a percepção de uma insegurança, a excelência de cada gesto, responsabilidade e confiança no parceiro (que aqui é a Humanidade). Imersos no teatro, arte efêmera transformadora, e no circo que trabalha a tradição em movimento - ou, como diria Bashô "Não sigo o caminho dos antigos, busco o que eles buscavam" -, a Cia. Circo Mínimo faz de sua trajetória um processo de construção que mistura técnica e conceito, profundidade e leveza, transformação e raízes, diversão e questionamento. |